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métodos alternativos de aprendizado

Métodos alternativos de aprendizado

Tempo de leitura: 5 minutos

Os métodos alternativos de aprendizado tem ganhado cada vez mais espaço na sociedade e como sempre surgem muitas dúvidas, decidi fazer este post e compartilhar informações importantes sobre cada um desses métodos.

O desenvolvimento de uma criança é um processo complexo, desafiador, mas também muito divertido e surpreendente! Acompanhar a formação desse mini ser humano e ver de perto todas as suas “primeiras vezes” é um privilégio, recheado de responsabilidade e muitas escolhas. Amamentação, fórmula, livre demanda, berço, cama compartilhada, BLW, creche ou babá, diferentes métodos pedagógicos… ufa! São tantas possibilidades para pensar que os pais acabam se sentindo perdidos.

No entanto, não tem mistério: a informação segue sendo a nossa melhor e maior aliada diante de tantas opções. Afinal, os aprendizados e situações aos quais uma criança é exposta, influenciam nas suas capacidades e comportamentos também na vida adulta, por isso devemos nos informar para escolher aquilo que consideramos mais adequado para o desenvolvimento dessa criança.

É importante ressaltar que não existe apenas UMA forma correta de fazer as coisas, pelo contrário, cada família e cada criança tem suas particularidades e isso deve ser levado em consideração.

Pensando nisso, hoje vamos falar um pouquinho sobre alguns métodos alternativos de aprendizado que fogem dos modelos tradicionais e nem todas as famílias conhecem muito bem. Quem sabe alguma delas faz sentido para você? Nesse texto você vai encontrar informações sobre:

  • Primeira Infância
  • BLW
  • Pedagogia Waldorf
  • Método Montessoriano
  • Método Construtivista

O que é a primeira infância?

Primeira Infância é o período da vida que vai da gestação até os seis anos de idade. Isso mesmo, ela começa a ser contada ainda no útero materno. Essa fase é muito importante e pode ainda ser dividida em duas partes: da gestação aos três anos de idade e dos 4 aos 6 anos.

O desenvolvimentos das crianças nessa etapa da vida é MUITO acelerado. Eles absorvem tudo, crescem muito e aprendem novas habilidades a cada dia. Quando a gente repete a frase “passou voando” é porque o ritmo de evolução é tão intenso, que temos mesmo a sensação que do dia para noite, nossos bebês viraram crianças crescidas.

Sendo assim, é claro que essa etapa é fundamental e tem grandes impactos no desenvolvimento dessa criança como ser humano. A primeira infância é a base onde nossos filhos irão florescer e ela precisa ser segura, forte e bem estruturada.

BLW: mais do que alimentação

Nos tempos das nossas avós, não havia dúvidas: a introdução alimentar era feita com sopas e papinhas, em horários e quantidades estabelecidas pelos adultos. Hoje em dia, existe uma outra vertente ganhando cada vez mais adeptos: o BLW (Baby Led Weaning), você já ouviu falar?

Essa técnica consiste em oferecer ao bebê alimentos em pedaços, preservando sua textura e sabor, para que o pequeno os descubra. Ou seja, que ele possa levar à boca, provar, amassar com as mãos, sentir a textura e o cheiro do alimento. Enfim, uma experiência sensorial completa.

Os defensores da técnica avaliam que BLW torna a experiência da introdução alimentar mais suave e intuitiva, já que as crianças comandam o processo, de acordo com sua fome e aptidão para cada alimento. Além disso, permite que elas conheçam os sabores separadamente, construindo uma relação mais saudável com a comida também na vida adulta.

Antes de iniciar o BLW, os pais precisam observar se a criança consegue se sentar sozinha e sem apoio, se sustenta bem a cabeça e o pescoço, além de ter a capacidade de segurar os alimentos com a mão para levá-los à boca. O início do processo de alimentação deve sempre ser monitorado por um adulto.

Não se preocupe com a bagunça, nada que um jogo americano impermeável e um paninho úmido não resolvam! Se sujar faz parte de qualquer processo de introdução alimentar e da infância como um todo!

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O início da vida escolar

O seu bebê cresceu um pouco e você decidiu que chegou o momento de iniciar as descobertas e desafios da vida escolar. No entanto, os modelos pedagógicos tradicionais não são exatamente o que você tem em mente para o desenvolvimento do seu filho. Não tem problema: existem outras possibilidades e vale a pena conhecê-las antes de avaliar suas opções.

Pedagogia Waldorf

A Pedagogia Waldorf tem como base a filosofia de Rudolf Steiner (escritor e filósofo austríaco). Ela considera que as atividades educacionais devem ser fundamentadas no princípio do desenvolvimento de habilidades corporais, emocionais e cognitivas das crianças, respeitando o tempo de cada aluno. As aulas são um preparo para a vida e não focadas em ensino formal com cadernos, lápis e professor na frente do quadro.

O objetivo da pedagogia Waldorf é desenvolver nas crianças habilidades, segurança e inteligência emocional para que cresçam e aprendam a lidar com as situações cotidianas. As escolas Waldorf estimulam o pensar, o sentir e o aprendizado através de brincadeiras e atividades do dia a dia. Não existem provas, metas ou marcos genéricos, cada indivíduo é observado individualmente. As crianças são estimuladas a pensar com criatividade, flexibilidade, questionamento e, claro, responsabilidade.

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Método Montessoriano

Muitas pessoas já ouviram falar em “quarto montessoriano”, certo? Se engana quem pensa, no entanto, que trata-se apenas de um tipo de decoração de ambientes. O método montessoriano surgiu a partir das ideias e práticas de Maria Montessori, que num período da história onde a educação era rígida e recheada de castigos, enxergou a importância da espontaneidade e autonomia das crianças no processo de desenvolvimento.

O método Montessori é focado no desenvolvimento infantil durante a primeira infância e parte do princípio que um ambiente organizado e pensado para os pequenos, ou seja, um espaço que lhes dê autonomia para descobrir, explorar, brincar, estimula o interesse das crianças, ensinando através da experimentação.

A ideia é aprender com liberdade, autonomia e responsabilidade. Por isso os quartos montessorianos são pensados para que as crianças possam, desde muito cedo, executar tarefas do cotidiano, como pegar e guardar os brinquedos, subir e descer da cama, acessar os livros e objetos.

Maria Montessori defendia que as atividades que estimulam o movimento e o toque, são fundamentais porque nessa fase da vida o intelecto se desenvolve pelas mãos. Ou seja, as crianças exploram e compreendem o mundo através do contato com diferentes objetos, tamanhos, formas, cores, texturas, pesos, cheiros, barulhos. Elas estão constantemente aprendendo e evoluindo essa percepção.

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Método Construtivista

O construtivismo foi desenvolvido pelo sueco Jean Piaget. Nesse modelo de ensino o conhecimento não é simplesmente transmitido de professores para alunos, ele precisa ser construído pelas crianças ao longo do processo. É focado na autonomia dos estudantes e, por isso, entende que cada um tem seu tempo de desenvolvimento e aprendizado.

O método construtivista acredita que é mais importante a criança desenvolver senso crítico e entender como determinado assunto é importante para sua vida e desenvolvimento do que aprender o conteúdo em si. As escolas construtivistas tem foco na valorização da criatividade e constantemente estimulam os alunos a encontrar as próprias soluções para os problemas propostos.

O papel da família

Nem sempre encontramos ou temos possibilidade de optar por um determinado método pedagógico, afinal essa escolha envolve vários fatores, como localidade, disponibilidade de vagas, valor da mensalidade, entre outros. No entanto, o conhecimento e a informação também podem transformar a maneira como nos relacionamos e estimulamos o aprendizado de nossos filhos dentro de casa.

É importante saber que nada é imutável. Você pode sim questionar algo que não concorde, buscar opções que façam mais sentido para você e criar suas crianças com base naquilo que você acredita. Nessa grande aventura que é ter filhos, aprender a rever conceitos é uma qualidade incontestável!

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